domingo, 31 de outubro de 2010

A morte sem mortos

Despedir-se dos mortos que amamos é um adeus impróprio e sem qualquer sentido lógico. Não se morre, nem se mata os que fizeram parte de nossas vidas pois viveram e viverão em nós para sempre. As lembranças daqueles que passaram por nossas vidas , permanecerão para sempre em nossa memória e nos seguirá para onde quer que iremos.
O medo do esquecimento, da distância diante da morte, é pura irrealidade. Quando amamos de fato uma pessoa, sua morte física ou simbólica não a faz desaparecer de nossas vidas. Ledo engano.
A morte é inevitável enquanto fato natural de nós mortais com ínfimos prazos de validade. A morte também é as vezes inevitável enquanto mudança de postura, sentimentos e ações que mudam com o tempo. Mas é inútel pensar que pessoas que amamos morrerão um dia em nossas vidas. Buscar esquecer ou imaginar ser possível esquecer aqueles que acreditamos ,mortos é inútil, impossível e sem sentido real.
Os mortos que amamos, nunca morrerão dentro de nós, sempre nos seguirão com marcas que deixaram em nossas vidas. A morte é de fato mentirosa, ilusória e irreal.
Todos que passaram em nossas vidas e despertaram o sentimento do amor, viverão para sempre em nós. Viverão em nossas lembranças, ocupando espaços que o tempo apenas ajustará o tamanho da importância que deixaram.
A eterna espectativa de um reecontro com os que fizeram parte de nossas vidas continua sendo uma das maiores esperanças, de nossas também eternas vidas.
Quando amamos e somos amados nunca morremos, viveremos eternamente no coração, alma, espírito, seja o nome que se dá, daqueles que trocamos este sentimento que é a argamassa que constroi um vida eterna, sem morte, sem mortos...
Se choramos nossos mortos que na verdade vivem em nós, fazemos porque ainda não entendemos e lidamos bem com a distância física que nada representa senão a impossibilidade de tocar aqueles que para sempre tocarão nossas vidas com a mão da saudade e do amor que um dia nos uniu...
Morrer é renovar a vida. Viver é renovar as inevitáveis despedidas; é ver os que amamos com o coração, com a alma que nos uniu, com os olhos da saudade e da liberdade que sempre manterá viva a pessoa amada, matando a morte.
Morrer é viver para sempre.
Viver é saber que um dia seremos eternos mesmo com a aproximação de um fim que é pura ilusão para quem ama.
Viver é morrer aos poucos, lentamente, já que morrer é nascer para eternidade.
Quem ama não morrerá jamais e quem nunca amou já está morto sem saber que jaz...

Adriano Bedore


Lições inesperadas

Hoje da maneira mais natural, expontânea e inesperada ouvi uma frase simples mas revestida de grande sabedoria proferida por alguém cuja pouca idade e experiência de vida me surpreendeu.
Nada que eu não soubesse e já não tivesse ouvido por algumas vezes, digo, muitas vezes ao longo destes últimos meses. Mas a maneira inesperada, gentil, porém forte e especialmente dita pelo autor calou fundo na minh'alma.
Um silêncio seguiu por memoráveis instantes; imudeci ao ouvir aquelas palavras, que embora já conhecidas calaram-me fundo.
Minha vida ou boa parte dela resumida com tamanha precisão por alguém sem experiência e vivência deixou-me reflexivo.
Confesso que assustei, incomodei de início, mas nos instantes seguintes, refleti o quanto de verdade fora dito e o quanto eu precisava admitir tudo que ouvira e, principalmente, mudar as ações apontadas de maneira firme e forte, como uma espada cortando-me ao meio.
Difícil ouvir certas verdades, aceitá-las ainda mais e mudar mais ainda... Difícil aprendizado, difícil mudança de hábitos, de vontades... difícil recomeço.
Sei o que perdi e o porque perdi e não quero mais perder o que a vida de presente deu-me e não soube valorizar, especialmente por medos e bloqueios idiotas.
Como disse um dos meus poetas prediletos, Lord Byron: "O amor nasce das pequenas coisas, vive delas, e por ela as veses morre". Nunca é tarde para aprendermos lições tão triviais e tão desprezadas, nunca. Valeu criança, suas palavras sempre estarão comigo, sempre. Conhecer pessoas tão especiais, por ora, tem sido o sabor mais doce dos amargos dias, que pouco a pouco vão ficando para trás...

Adriano Bedore

Chega de Saudade.... sem comentários. Tom e João Gilberto, simplesemente lindo!!!

Um poema cantado por Tom

Lembrando o poeta Cazuza

Um pouco de boa música

Fala de Jarbas Vasconcelos por quem tenho grande simpatia sobre o legado de Lula

Minhas Eleições - Parte 16



Este texto será bem breve, já que postei minha declaração de voto nas eleições deste ano de 2010 neste blog (ver atrás). Apenas estou postando para que as eleições participadas por fique numa ordem cronológica, terminando essa série com as eleições que se findam hoje. O resultado dos meus candidatos é o seguinte:
A situção jurídica do meu candidato a deputado estadual, Beto tricoli, ainda não está revolvida, portanto, não sabemos se ele, eleito que foi, assumirá ou não uma cadeira na assembleia legislativa como esperamos. Eduardo Coelho, candidato a deputado federal, foi bem votado mas não conseguiu se eleger; Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, conseguiu uma vitória histórica conquistando junto com Marta Suplicy do PT as duas vagas ao Senado por São Paulo, tirando Netinho, favorito das pesquisas do páreo. Geraldo Alckmin elegeu-se por pequena margem, governador já no primeiro turno voltando a governador São Paulo, Estado que governou de 2000 com a morte de Mário Covas, então governador até março de 2006 quando renunciou para se candidatar a presidência da Repúlica. A presidência da República foi para segundo turno. Marina Silva do PV ficou em terceiro na disputa, mas com expressivos 20% dos votos. A disputa então ficou entre José Serra do PSDB, meu candidato, e Dilma Russeff do PT que elegeu-se a primeira presidente da república do Brasil, com 56% dos votos válidos contra 44% de Serra, dando continuidade a política do governo Lula que entrou de corpo e alma na campanha e conseguiu eleger sua candidata.



sábado, 30 de outubro de 2010

Minhas viagens - Parte 1

Findo a série sobre as eleições que vivi postadas neste blog; decidi iniciar outra sobre as viagens que mais marcaram minha vida. Singelamente estes registros são uma forma de avivar minha memória e registrar momentos importantes que marcaram de alguma forma minha vida.


em construção.....

Vídeos sobre a belíssima cidade de Este/PD que tanto amo




Vídeo sobre uma festa de Ospedaletto Eugano/PD

A idade de ser feliz (belo texto de Mário Quintana)

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realiza-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encontrar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fases douradas em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Mário Quintana

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Minhas Eleições - Parte 15



Mais uma eleição municipal, a primeira sem que meu pai estivesse exercendo mandato, pois deixou a Câmara em 31 de dezembro de 2004 findo seu quinto mandato consecutivo como vereador. Decidimos que meu pai tentaria sua sexta eleição para vereador, segundo ele próprio sua última eleição como candidato.
Para prefeito, nosso partido tinha um nome forte que um ano antes das eleições já manifestou interesse pela disputa. Sérgio Mantonvaninni era o nome mais forte da oposição que desta vez, acabou lançando apenas dois candidatos: Sérgio pelo PMDB, e Tiãozinho da Farmácia, ex PTB, PV da situação e agora DEM, posto que logo após sua derrota para deputado estudual nas eleições de 2006 rompera com Beto Tricoli e saia das fileiras do PV.
A situação chegava perto da convenção sem um nome para disputa, até que define pela candidatura do médico e vereador no terceiro mandato, José Bernardo Denig com o então vice, professor Ricardo na chapa. Tiãozinho da Farmárcia coliga-se com o PSDB que indica o engenheiro Eustáquio de vice e nós conseguimos fazer uma aliança com dez partidos e lançamos Sérgio Mantovaninni prefeito com Mário Inui, ex-vereador, ex vice-prefeito de Beto Tricoli no seu primeiro mandato (2001/04) de vice. Apesar do peso da máquina e da forte liderança de Beto Tricoli, no início parecia uma campanha favorável para nós, mas apesar da boa votação de Sérgio, cerca de 42% dos votos válidos Dr. Denig conquista cerca 44%, 28.000 contra 26.000, aproxidamente. Meu pai foi o terceiro mais votado do PMDB que elegeu apenas dois vereadores (Toninho Almendra e Pedro Maturana), ficando na primeira suplência do partido. Foram eleitos também os seguintes vereadores: Dr Ubiratan e Dedel pelo PV, Emil Ono, filho do ex-vereador Takao Ono, falecido em agosto de 2008 pelo PTB, Oswaldo Mendes Sobrinho pelo DEM, Vanderlei e Professora Gina pelo PDT, Baixinho Barbeiro e Salulo do Gás pelo PP e dr. José Paulo Teixeira pelo PSL.


O sol da minha serra

A dor de um amor
que se sabe acabou
É como a sensação
de calor diante do fogo que apagou

O vazio da saudade
de uma paixão que se esgotou
É como o perfume de
uma rosa que não desabrochou

O amargor dos dias
de uma história finda
É como a noite sem luar
Ou o céu sem mar

O amanhã está chegando,
o sol despontando atrás da
serra que me protege
Espero-te....

Adriano Bedore

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Raramente posto textos que não sejam da minha lavra, mas citar o grande poeta Carlos Drummond de Andrade é sempre bom

Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.


AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor


Ao Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.


Carlos Drummond de Andrade

Agora em Espanhol

Mais um pouco de Roberto Carlos in italiano

Um pouco de canção, Roberto Carlos na língua mais bela do planeta

Minhas Eeições - Parte 14

Apesar de todo esforço da administração municipal de Atibaia e de parte da sociedade organizada, o então deputado, desde 2005, Tiãozinho da Farmárcia não conseguira sua reeleição ficando na terceira suplência do PV.
No campo federal, o presidente Lula disputa sua reeleição com Geraldo Alckmin do PSDB, ex-governador de São Paulo, Heloísa Helena do PSOL, senadora por Alagoas e Cristovão Buarque do PDT, senador pelo Distrito Federal, entre outros de menor importância. Lula vence as eleições no segundo turno contra Geraldo Alckmin. No Estado de São Paulo, o então prefeito de São Paulo, eleito em 2006, José Serra, renuncia seu mandato e acaba elegendo-se governador do Estado ainda no primeiro turno, disputando com Aloisio Mercadente do PT e Orestes Quércia pelo PMDB, entre outros. Eduardo Matarazzo Suplicy consegue sua segunda reeleição para o Senado da República. Eu votei em Geraldo Alckmin nos dois turnos para presidente, em Quércia para governador (perdeu para Serra), Alda Marcoantonio, PMDB para senadora (perdeu para Suplicy)), Professor Benjamin para deputado federal, PMDB (perdeu) e pela segunda vez no meu amigo Jorge Caruso, PMDB para deputado Estadual, reeleito para mais um mandato.

domingo, 24 de outubro de 2010

Velhas tardes de domingo

Fazia muito tempo que eu não me via no meu refúgio mais corriqueiro (escritório) numa tarde de domingo. Os últimos acontecimentos me empurravam para qualquer atividade, qualquer.
Eu não estava preparado para ficar sozinho numa longa e tediosa tarde de domingo. Mas, cá estou, arrumando minha abandonada sala, minhas fotos digitalizadas, meu mundo jurídico que aos poucos se acaba.[ Gol do Ceará, que merda] Mas continuando, ficar sozinho numa tarde de domingo no escritório arrumando minhas coisas era coisa de muito tempo. Sempre curti me curtir e curtir meu canto num domingo a tarde, mas tinha perdido a vontade.... até disso.
Não me via mais nesse cenário num dia como hoje. Apesar da fama, dos amigos, etc, era fácil me achar num domingo a tarde, no fundo, sempre me dei esse tempo nos domingos e hoje me achei de novo. Cada dia, um a um, tenho lutado muito para achar meu novo destino, planejá-lo com carinho, para sentir menos dor. Não está sendo fácil, não será fácil, mas é inevitável, inevitável.
Estar na minha sala, planejada por mim há quase 14 anos, onde estão meus livros, minhas fotos, minhas pesquisas, minhas coisas, minhas lembranças, parte da minha vida é uma vitória depois deste período difícil.
Ainda falta muito a fazer, muitas ações a tomar, muita coisa para jogar, deixar para trás, guardar por anos, mas estou vencendo minhas paixões, meus medos.....
Resultado do meu velho TOC, ajeito tudo, sempre no esquadro, no alinhamento, na ordem crescente, maluquices minhas. Vou organizando, resolvendo, limpando, etc...
Nossa há quantos domingos eu não me permitia estar aqui, junto a mim mesmo, refugiado as minhas coisas... Sei que em breve tudo será muito diferente, mas seja como for, se ainda puder manter este espaço só meu, ou tiver que levá-lo comigo, ao menos algumas tardes de domingo terei que ser dele. [Outro gol do Ceará é mentira, rsss, assim não vale] Recusei convites para ficar comigo mesmo, olhar meus livros, minha mesa, meu note, meus quadros, e dizer a todos eles que mudei, não sou mais o mesmo, nunca mais serei, mas meu canto, aqui ou noutro lugar haverá de existir sempre, pois preciso me refugiar de todos e especialmente de mim...
Sei que preciso desapegar de todos vocês, mas acho que se tiver que ir longe, acabarei por levá-los comigo.
Feliz triste tarde de domingo, cheia de mim mesmo, vazia de tantas coisas e pessoas que têm sido minhas companheiras nessas horas chatas de um domingo a tarde. Enfim, ao menos faço as coisas com trilha sonora agora, rssssss Melhor que ouvir os gols do Ceará ou do Corinthians o que é pior... Semana que vem, não poderei estar aqui, outros planos, mas foi bom rever meu espaço e saber que tenho para onde me refugiar, seja aqui ou na minha linda Villa D'Este que me espera.
Vou ficando por aqui ao som de Mercedes Sosa, Todo cambia.... si tudo muda, ou no bom italiano, tutto cambia. Até mais meu canto, até outra tarde de ensolarada de domingo, cada vez melhor... cada vez melhor.


Adriano Bedore




continua

Minhas Eleições - Parte 13

2004 foi um ano esperado, com muita luta, depois muitas tristezas e marcas profundas nas nossas vidas políticas pessoais. Beto Tricoli terminava seu primeiro mandato como prefeito e a oposição tentava se unir em torno de um ou, no máximo, dois nomes para disputar com ele sua reeleição. Eu já havia deixado a presidência do PMDB nas mãos do meu amigo Ruy Cunha Paschoal, mas participava ativamente do grupo político que buscava encontrar uma solução para unir a oposição ao PV. Não tivemos êxito e quatro candidatos disputaram a eleição com o prefeito Beto: Flávio Callegari tendo Rogério Ribeiro da Silva de vice, então vereador, Pedro Tominaga tendo Vanderlei Sebastião Rocha de vice, ambos vereadores, meu pai, então presidente da Câmara pela quarta vez tendo o ex-prefeito (1997/2000) Pedro Maturana de vice e Pinheirinho, já falecido. Oposição dividida, marketing perfeito do prefeito, máquina administrativa trabalhando em prol da reeleição e o resultado não poderia ser outro: Beto Tricoli primeiro prefeito reeleito da história de Atibaia, consolidando-se como grande líder político da primeira década deste nosso século. Meu pai tinha disputado cinco eleições vitoriosas para vereador (1982,88, 92,96, 2000) e como disputava em 2004 eleições para prefeito eu disputei minha primeira e única eleição como candidato a vereador. Infelizmente nosso partido PMDB não conseguira alcançar o coeficiente eleitoral e não fez nenhum vereador naquela eleição sendo a Câmara reduzida, por decição do TSE de 17 para 11 vereadores. Foram eleitos: José Bernardo Denig, PV, Edson Beleza, PV, Paulo Tricoli Patara, PV e Tiãozinho da Farmácia, pelo PV que renunciou o mandato no mês seguinte a sua posse para poder assumir uma cadeira na assembleia legislativa do Estado, sendo substituito por Dedel, primeiro suplemente do PV, Takao Ono, PP, Georgina Piniano, PTB, Cebolinha da Farmárcia, DEM, Ismael Fernandes "Dentinho" PSB, Luiz Fernando Pugliesi, PDT, Oswaldo Mendes Sobrinho, PTB e Reginaldo Binatti, PSB.

Minhas Eleições - Parte 12

Estamos em 2002, primeiras eleições federais e estaduais do século XXI. Fim da era FHC cujo partido, PSDB, lança o senador por São Paulo e ex-ministro do Planejamento e Saúde, José Serra como candidato, tendo Rita Camata do PMDB do Espírito Santo como candidata a vice. Outros candidatos concorreram a presidência: Antony Garotinho pelo PSB e novamente Ciro Gomes pelo PPS e Luiz Inácio Lula da Silva pelo PT que ganha as eleições no segundo turno contra o tucano Serra. Meu voto foi assim: Deputado Federal: João Serrano, PTB, meu amigo (perdeu), Deputado Estadual: Jorge Luiz Caruso, PMDB, também meu amigo (ganhou), Senadores: Cunha Bueno, PP que perdeu para Mercadante do PT e Orestes Quércia, PMDB que perdeu para Tuma; Governador votei em Geraldo Alckimin nos dois turnos e para presidente votei em Ciro Gomes no primeiro turno e em Lula no segundo, o qual venceu sua quarta eleição disputada para presidência da república. Em Atibaia, o prefeito Beto Tricoli, eleito em 2000 lançou o vereador eleito pelo PTB, mas logo filiando no PV, Tiãozinho da Farmácia para deputado estadual, o qual com boa votação na cidade, ficou na primeira suplência do PV na Assembleia e dois anos depois, em março de 2004, assumiria uma cadeira como deputado estadual até 2006 quando, mesmo com todo empenho da administração do PV não conseguira reeleger-se deputado. Começa a era Lula na presidência que faz um governo com forte apelo populista e social.


Continua

Manifestação de Hélio Bicudo

Minhas Eleições - Parte 11

Estamos no fim do século XX. O governo Maturana (1997/2000) pode ser dividido em dois períodos: Antes de suas cassações e o depois dela. No final de seu mandato o saldo entre os dois períodos não era muito negativo. Os quatro presidentes da Câmara neste período foram: meu pai pela terceira vez em 1997, Testinha pela segunda vez em 1998, que assumiu a prefeitura durante os afastamentos de Maturana, tendo em vista a morte de Cido Franco em março de 1997, Rogério Ribeiro da Silva em 1999 pela segunda vez e Mário Inui em 2000 pela primeira vez.
O PMDB inicialemnte oposição ao governo Maturana, votou a favor de suas cassações políticas que revertidas no Tribunal de Justiça de São Paulo provocou um entendimento político que pos fim aos erros administrativos cometidos até então. A partir do entendimento o PMDB participou da administração de Maturana indicando, por exemplo, o secretário de finanças, que até hoje (2010) ocupa a mesma pasta.
O ano era 2000 e era hora de escolher os postulantes ao palácio Jerônimo de Camargo. O PMDB, na época sob a minha presidência decidiu por coerência que apoiaria a reeleição de Maturana indicando seu vice, cujo nome escolhido em convenção tinha sido o meu. Outros dois candidatos se lançaram: Flávio Callegari, ex-prefeito de 1993/96 e José Roberto Tricoli, ex-vereador 1993/96 e candidato a prefeito nas eleições de 1996. Nas vésperas das convenções que decidiriam os candidatos tudo mudara. O PPB, hoje PP de Maturana que já havia aceito a indicação do meu nome para vice, voltara atrás. Nós, surpreendidos que fomos na madrugada que antecedia as eleições acabamos no colo de Callegari indicando Ricardo Alfonsi como seu vice e Maturana numa chapa pura ficava com Eurípedes Edson, ex-vereador como seu vice, mas quem tivera mais sorte e ganhara as eleições fora Beto Tricolo do PV que com Mário Inui do PSDB e então presidente da Câmara tiveram grande vantagem sob os dois outros concorrentes. Os vereadores eleitos foram: Sebastião Batista Machado "Tiãozinho da Farmácia" PTB, Vanderlei Sebastião Rocha, PL, hoje PR, Odair Bedore, PMDB, Francisco Antônio Rodrigues Almendra, PMDB, José Bernardo Denig PR, Edson Antônio Gonçalvez "Beleza" PV, Reinaldo de Jesus Silva , PPB, hoje PP, Abel Bueno do Prado, PTB, Nelson Maturana, PFL, hoje DEM, Raildo dos Santos, PMDB, Ismael Antônio Fernandes "Dentinho", PV, Pedro Yoshihiro Tominaga, PTB, Takao Ono, PR, Oswaldo Mendes Sobrinho, PTB, Wagner Silva, PR, Paulo Sérgio Tricoli Patara, PV e Rogério Ribeiro da Silva, PSDB.




continua

Minhas Eleições - Parte 10

1998 era ano de eleições federais e estaduais. A constituição emendada permitia a reeleição para os cargos do executivo (prefeito, governador e presidente). Fernando Henrique Cardoso do PSDB seria o primeiro presidente reeleito do Brasil ainda no primeiro turno, Luiz Inácio LULA da Silva do PT perderia sua terceira eleição para presidente consecutiva, tendo Brizola, seu ex adversário político como vice e o terceiro candidato foi Ciro Gomes do PPS. O PMDB que lançara Ulyssses Guimarães em 1989 e Orestes Quércia em 1994 não lançara candidato e informalmente apoiara FHC. Meu voto foi o seguinte: Deputado Federal: André Franco Montoro, PSDB (ganhou); Deputado Estadual: Raul Devisate (perdeu); Senador: Eduardo Matarazzo Suplicy, PT (ganhou); Governador: Mário Covas Júnior reeleito no segundo turno contra Paulo Salin Maluf e para Presidente votei em Ciro Gomes.

continua.............

sábado, 23 de outubro de 2010

Minhas Eleições - Parte 9

Já estamos em 1996, eleições municipais e eu já de volta para minha querida Atibaia onde o ano anterior meu pai fora eleito pela segunda vez presidente da Câmara. O então prefeito, Flávio Callegari, sem candidato natural para sua sucessão e sem ouvir o PMDB que participou da base de sustentação de todo seu governo tira Pedro Tominaga do PMDB e o filia no seu partido (PTB) lançando-o candidato a prefeito, tendo o empresário Rubens Carvalho como vice. O PMDB sem um nome natural decide coligar-se com o então PL, hoje PR, lançando Narciso Morales para vice do candidato a prefeito Dr Medina, com o slogan: dois prefeitos para Atibaia, que faltando pouco mais de um mês para eleições renuncia sua candidatura deixando nosso partido náufrago e sem rumo, restando-nos apoiar Pedro Tominaga. Conturdo, quem teve a melhor sorte e ganhou as eleições pelo PPB, antes PDS, Arena e hoje PP, era o então vice-prefeito rompido com a administração, Pedro Maturana, que com o ex-prefeito nomeado e eleito, José Aparecido Ferreira Franco, ou apenas Cido Franco de vice leva a melhor. Também foram candidatos a prefeito: José Roberto Tricoli pelo PV, então vereador, José Eustáquio F Lima e Silva pelo PSDB e Gilberto Sant'annna, ex-prefeito entre 1983/88 pelo PDT/PT/PSB. Os vereadores eleitos neste pleito foram: Marcos Francisico Basilio PFL, hoje DEM, Mário Yassuo Inui PTB, Vanderlei Sebastião Rocha PL hoje PR, Francisco Antônio Rodrigues Almendra PMDB, Takao Ono PPB hoje PP, Wagner Silva PPB, Lenita Ferreira de Moraes PSD, Oswaldo Mendes Sobrinho PTB, Antônio Carlos Chister PTB, Rogério Ribeiro da Silva PSDB, Odair Bedore PMDB, Paulo Noboro Shintani PTB, Marcos Vinicio Silveira PMDB, José Bernardo Denig PL, Ercíclia Rossini Pugliesi PFL, Domingos Gerage PSD e José Ambrosio Ferreira "Populina" PSDB.


Continua .....

Chuva e paixão



Olho para o céu da janela do meu escritório e vejo a
velha paisagem molhada com a chuva que cai e esparrama-se na avenida que já fora ferrovia um dia...

Milhares de gotas d'água despencam paralelas e uníssonas e
chegam transparentes até o solo ainda quente do sol que se foi a instantes.

Decididamente a chuva não combina com solidão,
combina com paixão, vinho e violão
combina com música, com beijo, com cama e muito tesão.

Chuva forte lava minh'alma
Leva-me embora contigo
Chuva fraca leve contigo minhas lágrimas e corre para o rio
lavando e renovando tudo...

Um pouco de humor

Meia irmã, meia mãe



Brigamos tanto no mesmo tanto que nos amamos
Não conheci coração igual ao seu
Não conheci chatisse ser anulada por tanta meiguisse
e carihho sincero

Algumas poucas vezes disse que tem amo, pra variar, rsss
Mas se tivesse dito todos dos dias, ainda assim teria dito menos que
deveria

Tenho duas mães, um é você, minha irmã...
Tenho três irmãs, todas lindas, mas a mais preocupada e mãezona é você.
Tenho algumas dívidas mas é maior delas é com você.

Seja muito feliz Jana...
Me perdõe todas as vezes que não soube te entender, te amar.
Você, perto ou londe sempre estará nos nossos corações, especialmente no meu.

Jamais esquecerei do seu carinho nas horas que mais precisei.
Jamais esquecerei do seu olhar preocupado, por vezes exagerado
Jä sinto inveja e orgulho dos seus futuros filhos, meus irmãos-sobrinhos
Filhos de uma mãe que doa sem parir, que ama mesmo os chatos como eu....

Eu te amo Janaina. Chegou a hora de tu constituir sua família, sem deixar jamais de ser personagem importante da nossa.
Não se preocupe com a gente, pois as pessoas que amamos sempre estarão conosco por onde quer que vamos...

Quando fechar seus olhos elas aparecerão para você, e o que é melhor, sempre sóbrias, rssssss

Amo muito vc Jana, como também amo meu amigo, irmão e agora CUnhado dr tio Leo.

Beijos sejam MUITOOOOO FELIZESSSSSSSSSSS

Minhas Eleições - Parte 8

Em 1994 rolou mais uma eleição estadual e federais. Escolha do segundo presidente eleito após a ditatura mililar (1964/1985), governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Como toda eleição federal e estadual, exceto a de 1989 que escolheu o primeiro presidente eleito depois de 29 anos, não empolguei-me muito. Os candidatos, que eu me lembro, a presidente da república foram: Fernando Henrique Cardoso do PSDB, eleito no primeiro turno, Lula pelo PT, Quércia pelo PMDB, Eneas pelo Prona, Leonel de Moura Brizola pelo PDT e Esperidião Amin pelo PPR, antigo PDS, antiga ARENA. Na época eu morava em São Paulo, mais precisamente na rua São Joaquim, Liberdade e trabalhava no Itaim Bibi. O Estado de São Paulo era governado pelo PMDB há anos. Montoro (83/86), Quércia (87/90) e Fleury (91/94). Embora meu emprego na DERSA era resultado da relação de meu pai com amigos que trabalhavam no governo paulista, eu mais uma vez apoiei a candidatura de Mário Covas ao governo, desta vez, vitoriosa. Votei nos seguintes candidatos: Deputa Federal:Fábio Feldman, PSDB (ganhou); Deputado Estadual: Antônio Carlos Medina Dias (perdeu); Senadores: Luiza Erundina/PT e João Hermann/PPS (perderam para José Serra/PSDB e Romeu Tuma/PFL acho); Governador Mário Covas Jr, eleito no 2º turno contra Francisco Rossi do PDT; Presidente: Lula/PT (perdeu no 1. turno para FHC do PSDB). Não me envolvi muito nessas eleições pois só vinha nos finais de semana em Atibaia, mas me lembro ter participado de algumas reuniões do PSDB jovem em São Paulo.

O vídeo abaixo mostra a célebre passagem de Quércia no Roda Viva da TV Cultura. Briga feia, rssssssssss



Continua

Eu por mim mesmo

Texto feito faz algum tempo para me definir no perfil do orkut

'No caso' falar de si é algo difícil e de certo modo incomodo, mas vamos lá:
Sou um cara apaixonado pela vida, que ama sua terra natal, mas que por vezes se sente inclinado fortemente a viver pelo por um mundo sem cercas....
Sou um cara conceitualmente tímido, mas por vezes me vejo negando totalmente esse conceito;
Sou muito sociável, mas adoro meus momentos de isolamento, quase sempre na Villa D'Este....Adoro uma boa prosa, mas por vezes, me encontro no silêncio revelador....
Adoro buscar o consenso, mas gosto mais do debate, da polêmica... Adoro viver em paz, mas as vezes me vejo no meio de brigas, tendo como meus principais adversários a ignorância, a injustiça, os preconceitos e a desigualdade... As vezes defendo o que nem acredito apenas para manter acessa a chama da discussão e dela da luz...
Adoro a política como instrumento real e eficaz de mundanças sociais e econômicas, mas a nossa, por vezes me faz pensar que a distância dela é o melhor caminho para quem busca mudar seu meio;
Amo viajar, conhecer novos e velhos lugares, costumes, culturas, pessoas, mas adoro minha cama, minha serra, minha terra...
Adoro rir, me descontrair, mas sempre vejo-me sério envolto as discussões que visam soluções para problemas que nem deveriam existir...
Sou brasileiro apaixonado, mas confesso que já pensei em desistir as vezes... Sou também italiano, descendente de bravos imigrantes que ajudaram a construir nossa amada pátria.... sou alguém que se sente cidadão do mundo, embora tenha apenas dois passaportes, rssss....
Sou paulista orgulhoso da minha ascendência bandeirante, fruto de uma mistura rica de raças, mas sinto-me, por vezes mineiro, no jeito de falar, baiano no de ser, gaucho nas brigas....
Adoro as cidades grandes, sua vida rica e intensa, mas gosto mais das bucólicas e pacatas (ah, quanta saudade da minha Atibaia, que não mais existe)...
Curto muito os bons perfumes, o barulho do progresso, mas gosto mais do cheiro da terra, dos animais e do barulho da natureza, como os ventos da serra do Itapetinga....
Adoro o mar, o verão, o calor, mas prefiro a montanha, o inverno e o frio...
Adoro música de raiz, a caipira, mas quase sempre estou ouvindo música italiana (especialmente Eros Ramazzotti), samba, mpb e outros rítmos que embalam o corpo e alma....
Curto muito as baladas, mas curto mais ficar em casa, na Villa D'Este ou em qualquer barzinho, com amigos, sozinho ou bem acompanhado...
Concordo com o poeta: a beleza é fundamental, mas a inteligência é mais ainda e tb afrodisíaca....
Adoro genealogia (virus incurável), minha família, mas as vezes busco não ter raiz alguma, como uma folha levado ao vento...
Acredito que o casamento e a família, são instrumentos eficientes para evolução humana, mas acho que prefiro minha vida de solteiro...
Adoro massas, mas um bom churrasco e uma boa comida caipira (paulista ou mineira), são também bem encaradas...
Adoro beber vinho, embora beba mais outras bebidas, apenas para não ser diferente, rsssssss
Adoro ver meu tricolor jogar e ganhar quase tudo (rs), mas as vezes durmo e não vejo o fim dos jogos...
Curto muito ler, mas tenho vários livros lidos pela metade, outros lidos várias vezes e outros nunca abertos...
Adoro viver o hoje, mas sempre estou envolto aos passados: meus, da minha terra, da humanidade....
Sei ser educado e gentil, mas sei também ser sarcástico e grosseiro com os iguais...
Busco sempre a humildade, mas me deparo as vezes muito distante dela e nem sequer me reprimo por isso...
Sei que não é aconselhável discutir política, futebol e religião, mas adoro discutir tudo isso...
Enfim, adoro viver intensamente tudo e talvez por isso eu seja tão equilibrado e tão louco, tão bacana (nem tanto) e tão chato (sempre), tão tranquilo e tão bravo (raramente), tão sonhador e tão realista.... Enfim, sou contraditório como contraditório é a vida e tudo nela....
Acho que disse um pouco de mim (rs)

Paciência




Palavrinha difícil essa. Talvez uma das mais difíceis de se entender no nosso vocábulo.
Dom? aprendizado? aquisição com o passar do tempo?
Herança hereditária ou coisa que o valha....
Paciência, arrasto do tempo, espera infinita, inquietação indesejada, hora do nada.

Tê-la é ruim não tê-la é ainda pior.
Buscá-la é um saco, desistir dela são dois.
Precisar dela é necessário pois a vida não
é como queremos e desejamos...

Paciência, se não a temos sofremos.
Se sofremos por não tê-la buscamo-la
Correr atrás dela é perdê-la no caminho
É tornar-se impaciente sem calma, tenso.

Esperar com calma as coisas que se busca é o grande caminho
Esperar sem calma é não ter caminho
Paciência, tenha paciência, fique sussegado, não fiques amargurado....
Expressões mais ouvidas quando temos pressa...

Não queremos remédios homeupáticos como a paciência
Quermos um comprimido ágil que nos traga o que buscamos, que esperamos
Mas só nos resta a paciência...
Paciência que por vezes não existe, não resiste.

Os minutos passam, passam-se as horas, os dias se arrastam
Ouvimos histórias, relembramos nossas memórias
Acordamos e dormimos esperando e a paciência vai embora
Opoem-se a ira e talvez por isto seja a mais difícil das sete virtudes

Paciência requer equilíbrio, saco bem cheio
Requer resiliência, requer espera tolerante
Virtude difícil, necessária, vital até
Paciência é paciência, minha amiga me compense tenho-te.

Adriano Bedore



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Velhas e novas amizades

Tenho conquistado novos amigos, mas reencontrado velhos e bons distantes há algum tempo que quis o destino reaproximarmos agora. Bom reviver o passado com pessoas que fizeram parte dele. Bom viver o presente com pessoas que fazem parte de nossas vidas, sem ou com passado em comum... Ontem no ambiente mais luxuoso de Atibaia (hotel bourbon) tive uma daquelas conversas que marcarão para sempre a vida da gente. Sessão de nostaugia, lembranças revividas, saudades de muitas coisas, de outras nenhuma saudade. No fim de um encontro como este resta a certeza que o tempo e a distância não modificam as verdadeiras amizades... No fim o que fica é a continuação de uma história que não começou para ter um fim....
Valeu Marcão, fui muito boa as horas que passamos relembrando nosso passado e programando nosso futuro... Quanto aos novos amigos, não há histórias para relembrar, mas fazemos agora as que um dia no bar do Zé ou no Boubon iremos lembrar, rir e chorar....

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Minhas Eleições - Parte 7

O ano era 1992 e as eleições eram municipais. Meu pai reelege-se mais uma vez vereador pelo PMDB, o mais votado de nossa coligação que também contou com o PT e com o PV que elegeu um vereador cada. Lançamos Narciso Morales Sespedes, ex PL, hoje PR como nosso candidato a prefeito, filiando-o no ano das eleições no PMDB e o então vereador Pedro Yoshihiro Tominaga como vice, era para nós e muitos analistas a dupla perfeita para ganharmos as eleições municipais daquele ano, contudo, Flávio Callegari e Pedro Maturana de vice foram vitoriosos. Antônio Carlos Medina Dias, ou simplemente, Dr Medina, com o então vereador, José Augusto Roberto de vice foram os candidatos da situação, mas tiveram pior desempenho naquele pleito. Flávio Callegari, depois de disputar e perder as eleições de 1982 e 1988, junto com Pedro Maturana na chapa consegue vencer sua única eleição até os dias de hoje. Os vereadores eleitos naquele pleito foram: Vanderlei Sebastião Rocha PL, Takao Ono PDS, antes Arena, depois PPB e hoje PP, Eurípedes Edson Ferreira da Silva PDS, Oswaldo Mendes Sobrinho pelo PL, todos da coligação Tempo Novo (PL/PDS/PRN); Odair Bedore PMDB, Francisco Antônio Rodrigues Almendra PMDB, Marcos Vinício Silveira, vulgo Testinha, meu amigo pessoal, PMDB, Ricardo dos Santos Antônio PT, José Roberto Tricoli PV e Lindolfo Pinheiro de Souza PMDB, todos pela coligação (Atibaia Viva); Mário Yassuo Inui PFL, Valdir Bottura PTB, Ivo Aparecido Pranuvi PFL, Maurício Aparecido Petrucci PDC, Francisco José Berto Freire PFL e meu amigo Rogério Ribeiro da Silva pelo PSDB, todos pela coligação vitoriosa Por uma Atibaia Melhor (PFL/PSDB/PTB/PRP/PDC) e meu amigo pessoal Marcos Francisco Basílio eleito pelo PSD completava a Câmara agora de 17 vereadores.




Continua

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Trem da vida

A primeira vez que ouvi alguém fazer uma analogia entre a vida e a viagem de trem acho que foi no enterro do saudoso Nelson Galvão de França, pai do meu amigo Nelsinho. Poucas analogias são tão precisas para definir a vida como essa que me refiro.
A vida é de fato uma viagem de trem....
Um dia, de uma estação qualquer, embarcamos no trem da vida, nos acomodamos numa poltrona, conhecemos outros passageiros do vagão escolhido e seguimos cada qual rumo ao seu destino.
O trem anda, anda, anda, a gente, se interage, faz amizade, amores, troca medos, desabores...
Uma hora alguém desce numa estação qualquer nos deixando saudades, outros sobem da mesma estação ou doutra nos trazendo novidades. Uns até antecipam nosso destino e descemos juntos outrou mudam o seu e continuam a viagem com gente.
Ora tem gente demais, ora de menos, ora muito ar, ora de menos, ora balança demais ou de menos e assim o trem anda, anda, anda...
A paisagem vai mudando como mudaria nos lugares que veríamos fora do trem. As vezes olhamos o verde dos campos, as vezes o azul do lago e mar, as vezes olhamos nada deixando simplesmente a vida passar pela janela, como simples passageiros.
Um dia chega nossa hora de descer, se despedir dos que continuarão a viagem...
A hora da despedida é triste, temdia, amarga, chorada. Como é doida a dor da despedida, doe funda, as vezes pra sempre.
Chegadas e partidas resumem a viagem de trem, resume a vida dos ficam e dos que descem; a vida dos passageiros deste maluco trem que é a vida.
Do lado de fora do trem, dia mais dia, numa estação qualquer entramos novamente no trem da vida, por vezes reencontramos antigos companheiros de viagem, amigos, desafetos e amores, nossa, como é bom revê-los no trem ....
Descer e subir nos vagoões são as escolhas que fazemos em nossas vidas. As pessoas que entram e saem, são exatemante as que passam por nossas vidas, algumas convivem conosco por uma única estação, outras pela viagem inteira, outras separam da gente e de repente retornaram pra sempre.... Outras marcam tanto que uma única estação será tempo suficiente para nunca esquecê-las ....
Na verdade as chegadas e partidas não têm a mesma importância que a viagem vivida, que as horas tidas ao lado das quais quis o destino que dividissem, a poltrona ou o vagão com a gente. Isto é a vida.
Saber que viveremos vendo amigos e amores subirem e descerem o trem da vida, como nós mesmos assim faremos é ter a plena consciência que as pessoas passarão em nossas vidas e nós nas delas, mas que o convivio e os sentimentos verdadeiros mantidos dentro do trem nos unirá pra sempre através do forte trilho por onde o trem da vida passa e jamais separará àqueles que viveram juntos a viagem da vida....
Um dia o trem parará por várias estações e não mais veremos subir quem esperamos e da mesma forma, muitos, das estaçõs ou de dentro do trem também nos esperarão entrar ou sair, mas nunca mais nos verão; acabando assim a viagem do trem da vida.....

Minhas Eleições - Parte 6



As eleições de 1990 vieram na ressaca das eleições para presidente do ano anterior. Não empouguei-me muito. A reeleição ainda não era permitada no País e o então governador Orestes Quércia, com enorme boa avaliação no final do seu governo, não mediu esforços para eleger seu sucessor no que teve absoluto sucesso com a eleição do ilustre desconhecido, Luiz Antônio Fleury Filho, seu secretário de Segurança Pública. Eu, pela segunda vez fiz campanha para Mário Covas em Atibaia. Votei nos seguintes candidatos: Deputado Federal: ULYSSES GUIMARÃES, PMDB uma homenagem a sua biografia política (vitorioso); Deputado Estadual: RUI PASCHOAL, nosso companheiro de partido em Atibaia (não elegeu-se); Senador: ANDRÉ FRANCO MONTORO, PSDB que perdeu para Eduardo Suplucy do PT e Governador: MÁRIO COVAS JR, PSDB que infelizmente perdeu para Fleury do PMDB, elegendo-se governador nas eleições de 1994 após fraca gestão de Fleury no governo.

Na foto identifico eu, meu pai, Edson Teixeira, Lindolfo Leme, Mário Covas, Oscar Filho do CQC e outros na rodoviária de Atibaia

continua

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Amigo ausente



Se eu morrer esta madrugada, saibam que morri menos triste. Sinto-me mais leve, mas feliz talvez... Sinto que para algumas pessoas a ausência e a distância não diminuem o carinho e o amor que sentimos por elas. Hoje tive provas disso. O tempo passou, passaram-se as mágoas; perdeu-se no tempo as razãoes para o distanciamente e bastou um sorriso doutro lado da linha para perceber que não vale a pena ficar longe de quem se ama nem por um instante, pois a vida é um ínfimo momento cujo o fim pode ser o próximo minuto.
Amigo, fiz o que eu pude para não perder sua amizade e não me arrependo de ter tentado. Fui até onde meu orgulho e ego gigantes me permitiram ir, mas se precisar, esquecerei mais uma vez deles e farei tudo novamente para apenas ouvir seu riso e saber que mesmo distante, estás bem e nos queremos bem. Não morrerei esta madrugada, assim espero (rsssssssss) O que morreu foi apenas o que jamais deveria ter nascido: a falta de diálogo e o orgulho que matam o amor e mudam nossos destinos. Dormo feliz na certeza de estar começando uma nova vida. Diferente, livre das correntes, livre para sempre.... (Este texto é para vc meu amigo)

Adriano Bedore

Os ciclos da vida



Engraçado como o fim de um ciclo e início de outro tem algumas fases clássicas.
Primeiro alguma grande perda ou profunda mudança.
Segundo forte período de apuração interna, acompanha quase sempre de dor, muita dor.
Terceiro vem a fase dos questionamentos quase sempre, inúteis, afinal, nem tudo ou quase tudo não tem explicação. Tem?!
Quarto quase sempre passa-se no quarto, rssss, Puta período difícil, por vezes enloquecedor. A cama inevitavelmente torna-se nossa melhor companhia e com ela travamos os papos mais intensos.
Quinto é estranho, tacanho, tosco, bobo, insano, tirano, lamentável.
Sexto, bom aí vem a procura de alternativas, já que as explicações não foram encontradas, mesmo depois de dias, semanas, as vezes meses...
Sétimo vem os amigos, parentes, bem esses, só os que também são amigos e tudo começa a ter sentido e razão e aí então começa o amadurecimento, o crescimento e a mudança começa.
Oitavo é muito relativo, as vezes vem junto a muito abrigo, as vezes com muita badalação e no final só o equilíbrio nos faz passar desta fase.
Nono é aquela que mais lembramos das nossas nonnas, rsss Lembramos das velhas frases que nessas horas sempre encaixam como uma luva em dia de festa junina.
Décimo; bem, aí chegou a hora... Ou concluímos que um ciclo fechou-se e começamos outro, quase sempre melhor que o anterior, ou voltamos na primeira fase a lembrar-se, chorar-se pelo fim do ciclo anterior...
A vida é feita de constantes e lindos ciclos... Começar e terminar é sempre desconfortável, mas totalmente necessário.
Tudo tem um tempo: a vida, o amor, o sofrimento, a felicidade, a mentira, a verdade, a maldade, até a bondade acada um dia....
Nada é para sempre e sempre esquecemos desta elemetal lição que por vezes só um chacoalhão de um amigo nos faz lembrar. Como são importantes os amigos no final de um ciclo e início doutro.
Sei que umm ciclo muito importante na minha vida está acabando, fechando-se a cada dia a cada respiro...
Ciclo velho são os mais difíceis de fechar, pois mesmo sabendo que acabou, lutamos para querer viver nele, as vezes lutamos muito e demoramos para tirar o luto do fim do defunto ciclo. As vezes, é confortável viver nele, apegar-se a ele, chorar-se nele e dele.
Mas tem horas que o luto vai embora, nos deixa falando sozinho, nus, sem o preto e ai então ACABA definitivamente o ciclo.
Inevitavelmente matamos o ciclo findo e um dia lindo começa a brilhar. Voltam as cores, o horizonte, os amores, o canto reaparece e nos embala.
É o começo de mais um ciclo, ainda desconhecido mas esperado, nem sempre desejado.
A vida novamente se renova, as flores reaparecem, como reaparece o sorriso sincero trocado pelo amarelo que ficou para trás...
Em homenagem ao ciclo que se fecha e ao outro que se abre comemore, dance, grite, faça uma tatuagem, faça o que nunca fez ao menos uma vez por mês...
Não lamente-se pelo que ficou para trás, mas viva melhor o que está para chegar. Sorria, pois no fundo, o ciclo é um circulo e tudo estará sempre ligado, conectado, linkado. Como disse Cartola: " ... a vida é um moinho..."
Nunca mais serei o mesmo e o melhor de mim sempre estará comigo e morrerá comigo no fim do último dos ciclos...

Adriano Bedore

domingo, 17 de outubro de 2010

Sem controle

Quando queremos muito, afastamos incoscientemente o nosso querer....
Quando tranquilizamos nossa alma o querer bate na porta, nos diz oi, olha em nossos olhos, nos encanta.
Quando damos conta, o canto chega, nos ensina, nos fascina e quando percebemos, somos parte da canção de alma e coração....
Chega de mansinho, vai tomando nossa alma, invade nossa vida e acaba com a razão...
Pronto, estamos mais uma vez, ou pela primeira vez reféns de um desejo implacável, assustado sem reação que não seja a total vontade de se entregar e viver o desconhecido e temido descontrole de nossos sentimentos...


Adriano Bedore

sábado, 16 de outubro de 2010

Prosa entre amigos

Hoje de manhã sentado na minha linda praça da matriz tive uma conversa por horas com um grande e velho amigo; daqueles que a gente não abre mão e que se fala até através do silêncio. A tarde, outro amigo, não tem velho assim em tempo de amizade, mas de igual carinho e ligação. Prosas totalmente diversas, assuntos incomunicáveis, mas sempre regados de inteligência e grande amizade. Há amigos, que mesmo que não possamos ver sempre, quando um encontro se dá, é como se o tempo não tivesse passado e o último contato tivesse sido no dia anterior. Prosear com amigos especiais é banhar-se no mar, ganhando dele toda a energia e deixando nele todo peso que carregamos.... Prosear com amigos é sentir-se amparado e amado.
Amo-os e espero sempre ouvir e ser ouvido por vocês.... até outra prosa, até...

Adriano Bedore

Reforma da praça da matriz



Reproduzirei a seguir minhas opiniões sobre um interessante debate travado no início de agosto do ano passado na comunidade Atibaia do Orkut, sobre a última reforma da praça da matriz de Atibaia:

Vamos lá, o assunto é muito interessante pois envolve patrimônio histórico, área comum da sociedade, arquitetura e urbanismo, entre outros. Li todos os comentários, e na sua grande maioria os achei pertinentes. Começarei pelo aspecto histórico. As praças nas cidades nos séculos XIX e no passado, até aproximadamente metade deste último século, eram apenas grande área, quase sempre desarborizada, destinada ao encontro de pessoas e eventos sociais. Se vocês tiverem oportunidade de ver fotos da praça da matriz das primeiras décadas do século passado ou de qualquer outra praça em Atibaia ou em outra cidade, verão que as praças eram um grande espaço aberto com fim que já comentei. Bem, o conceito europeu de praça é exatamente esse. Uma praça na maioria das cidades da maioria dos Países europeus são até hoje espaços grandes e quase sempre com um ou outro monumento de arte, alguma fonte ou estátua, busto, herma de algum personagem importante. Enfim, o conceito de praça é espaço destinado a reunião de pessoas e que possibilitem eventos com grande número de pessoas de uma localidade. Bem, no melhor conceito de praça, a última reforma, parece que está acertando, pois busca exatamente resgatar o conceito de praça, posto que aumenta espaço que pode ser ocupado pelas pessoas nos eventos que geralmente se propõe fazer na praça que é o coração da cidade. Afinal Atibaia que conhecemos hoje nasceu a partir do largo da matriz na segunda metade do século XVII. Não sou defensor do PV, aliás meu partido apresentou nas últimas eleições um candidato alternativo a atual administração e este candidato, apesar de todos os pesares de toda ordem, obteve 42% do eleitorado atibaiano. Mas, não é porque sou na política-partidária, oposição a administração atual que devo fazer demagogia e não ser justo. Estive na reunião que o hoje secretário Beto e então prefeito apresentou o projeto de revitalização do centro, e mesmo em plena campanha eleitoral, fiz uso da palavra e elogiei o referido projeto. Na minha ótica, e não só na minha...
Concordo com o Paulo sobre a beleza da praça da Santa Casa, que leva o nome do primeiro prefeito municipal de Atibaia (ou outros ocupantes dessa função tinham o nome de intendentes), Miguel Vairo, médico italiano que se radicou em nossa cidade e contribuiu muito para seu desenvolvimento. Mas o próprio Paulo, diz sobre a dificuldade de circulação das pesssoas naquela praça. Pois bem, diante da localização da praça da santa casa e de sua urbanização, considero-a muito mais um jardim público que uma praça e como tal é belíssima. Acho até que naquele local, por estar muito próximo a um hospital (Santa Casa) o conceito de praça não deve ser aplicado ali, e sim de um jardim público (mini parque) e, portanto, como é hoje me agrada muito. Todavia, a praça da matriz (Claunido Alves) e até a praça do rosário (Guilherme Gonçalves) devem, na minha ótica, serem praças, no melhor de seus conceitos, e pelas razões históricas que possuem. Coreto: o coreto que existia na praça da matriz não tinha nenhum caráter histórico, já que foi ali colocado na grande reforma da década de 1970 e ali foi construído para diminuir o vazio deixado pela destruição do antigo hotel municipal (crime). Portanto, sua presença na praça se faz desnecessária ao meu ver. Sugiro até que seja construído em uma das tantas praças ou jardins abandonados de nossa cidade. Mas, para mim, não fará nenhuma falta. Até porque quando foram concebidos, a realidade dos eventos e shows eram outras, pois hoje nem uma pequena banda cabe dento de um coreto, infelizmente. Aspectos políticos: Bem, aí o Paulo, Galvão e outros têm razão, no que tange aos grandes financiadores do PV de Atibaia e os compromissos tanto de um quanto de outro e seus pagamentos, mas não vou querer entrar nessa seara aqui. Bem, se o projeto apresentado no mês de agosto ou setembro do ano passado não for mudado, como já foi no calçadão, onde o piso do calçadão não ficou no mesmo nível do da rua e pior, não foram retirados os postes de energia, como se disse que seriam tirados, como se disse que serão
... na rua José Lucas (primeira e mais importante, historicamente rua de Atibaia). No calçadão, infelizmente não se fez o que o então prefeito Beto disse na referida audiência, pois mantivesse o desnível entre rua e calçada e não foram tirados os postes de energia, deixando o que seria um lindo calçadão numa coisa horrível, pois os postes de luz colocados (inclusive, já trocados) com os postes de energia com todos os milhares de fios deram um ar de obra pela metade.... algo como, quase bonito e quase feio. Uma pena. Na minha opinião o calçadão deveria seguir a urbanização, que se diz que será feito na rua José Lucas, tirando-se toda a fiação da rua (enterrando-a) e deixando o nível da rua igual ao da calçada. Como era antigamente e como é em muitas cidades da Europa. Privilegiando o pedestre em detrimento dos carros, que cada vez mais causam problemas para uma cidade. Enfim, espero que se cumpra o projeto apresentado e assim sendo, Atibaia ganhará uma bela praça e uma bela rua José Lucas. Pena que a rua debaixo, ou hoje José Alvim, não será revitalizada nos mesmos moldes, pois se fosse teríamos as duas ruas mais antigas e do centro velho (que de histórico, infelizmente, não se tem quase nada) revitalizadas. Enfim, apesar de não ser partidário a administração que governa Atibaia desde 2001, não posso, como nunca fui leviano e demagogo, dizendo que a reforma da matriz não é boa. Ainda não está concluída a reforma, mas até onde vemos, considero-a bonita tanto historicamente como arquitetonicamente falando, pois resgata o correto conceito de praça, tornando-a mais parecida possível como dever ter sido nos seus primórdios e possibilita que naquele local o povo possa sempre que possível se reunir em encontros de toda ordem, justamente no lugar onde tudo começou há quase 350 anos atrás.... Espero ter contribuído na discussão, vez que não fiz apenas elogios, tampouco críticas, mas dei minha opinião sincera e honesta sobre essa polêmica obra na matriz de nossa cidade.
Por último, com relação ao dinheiro investido na reforma da praça e na revitalização da rua José Lucas e calçadão, segundo até onde apurei foi um verba destinada apenas e tão somente com esse fim, e se, verdade isso, o que acho que seja, falar em se gastar o referido recurso com educação, saúde, habitação é fazer pura demagogia política com fins eleitorais. Terminando, lamento muito que a pç do rosário e a rua José Alvim não foram incluídas nesse projeto, pois se assim fosse, teríamos a pç da matriz, rua José Lucas, pç do rosário e rua José Alvim no mesmo padrão arquitetônico o que deixaria o centro velho muito mais bonito e certamente um belo cartão postal de nossa cidade, fechando-se um circuito oval do velho centro antigo da cidade totalmente revitalizado e não só a rua direita (zé lucas). Por fim, acho que o Galvão (grande abraço amigo) se referiu aos paral... e ele tem toda razão, aliás esse negócio de virar os paral..... da cidade foi um dos grandes erros da administração atual. Se tivermos que mantê-los por conta de questões históricas (o que é perfeitamente discutível) no meu ver a única rua que deveria ser mantido é a primeira e mais antiga da cidade: rua José Lucas. Talvez os entornos das pç da matriz, do rosário e rua debaixo, ou rua José Alvim. Todas as demais ruas, manter os paralelepípedos sob o argumento de preservação histórica, é um grande equívoco cometido pela administração, e virá-los então, como diz o bordão humorístico "...melhor nem comentar". Ora, se a rua mais antiga e de onde estão os mais importantes prédios históricos de Atibaia, que ao meu ver são: igrejas matriz, rosário, casarão e museu João Batista Conti (imóvel este na praça Bento Paes) não tem mais paralelepípedos, razão não há, nem histórica, nem de outra ordem para manter em nenhuma outra rua da cidade, exceto pela impermeabilização do solo que é outro aspecto bem discutível também. Enfim, acabo aqui minhas considerações sobre a reforma no centro antigo da cidade e por favor, concordem e principalmente n concordem comigo. Abraço!
Coceito de praças
Respeito totalmente a opinião da amiga que falou acima, e concordo que o conceito de praça varia de País a País, mas acredito que a praça não agradou, simplesmente porque para nós, o conceito de praça bonita é aquela cheia de árvores e canteiros e isso, insisto não é conceito de praça e sim de jardim público ou parque. As pessoas não gostaram não porque está feio, pois não está, mas sim porque não estão acostumadas com praças com áreas livres e de boa extensão. A praça pincipal e ou mais antiga de uma cidade, e que geralmente fica a igreja matriz da localidade, deve ter empregado o conceito clássico de praça, ou seja, espaço livre para a população e que possa ser usado para eventos de toda e qualquer natureza. Outras praças, mais distantes dos centros históricos das cidades, podem sim ter um caráter diferente e mais próximo ao de um jardim público, mas a praça principal e ou primeira de uma cidade, onde se faz eventos sociais, religiosos, culturais, deve sim ser como a nova reforma fez, pois o principal objeto é dar a praça mais espaço, mais acessibilidade, todando-a de condições para abrigar eventos de toda natureza. Não sou da administração do PV, pelo contrário, meu partido faz oposição responsável a ela, mas tenho que ser justo em admitir que a praça ficará mais bonita e mais próxima do que um dia foi. Amo Atibaia, e estudo há muitos anos sua história, pois minhas raízes maternas, são todas daqui desde sua fundação. Fico feliz com o debate e nem quero que concordem comigo, muito pelo contrário, mas acho que o conceito de praça, especialmente a praça que acompanha a igreja matriz de uma cidade, deva ser reediscutido e visto de modo diferente do que se vê. A praça não está e nem ficará no final da obra feia, apenas diferente, e o diferente as vezes não agrada, simplesmente porque é diferente não porque é feio. Enfim, vamos continuar a discutir o assunto sem a pretensão outra senao a contribuição com nossa cidade. Valeu!
coreto
Para o Walter: ,Se tu leu um dos meus textos acima, pode ver que o coreto que existia na matriz não tem tradição histórica alguma, lá foi colicado na década de 1970 logo após terem derrubado o belo hotel municipal da cidade. A destruição do hotel, sim foi um crime, pois era uma construção bem mais antiga e com bastante significação histórica. Já os coretos são construções relativamentes recentes e não tem quase nenhuma tradição histórica. E o nosso tampouco, visto que não tinha mais que 40 anos. Para o amigo que se manifestou antes do Walter, respeito sua opinião, mas continuo achando que o que deve ter de mais belo numa praça central, é o povo, as manifestações de toda ordem, como festas, exposições de artesanato, etc... uma praça central precisa ter espaço para ser usada pelo povo e para isso ela tem que ter amplo espaço. Insisto, praça é isso: espaço livre e de uso de todos. Enfim, continuo achando que no final da obra, que está incompleta, vamos perceber o belo espaço criado com a reforma e perceber que a criatividade que o amigo diz ter faltando, será manifestada na boa utilização daquele espaço por todos.... Temos um belo coreto na praça do mercado, outro em caetetuba e o que foi tirado da praça da matriz pode muito bem ser colocado numa das praças e jardins abandonados de nossa cidade.
Considerações
Primeiro gostaria de ressaltar que nossa cidade tem pouca coisa de histórica. A maior parte foi destruída ou completamente refeita, desfeita, demolida, descaracteriza, etc, durante os anos. Não é pq a praça estava lá daquela forma desde que nós nascemos que ela é um patrimônio histórico, até pq a maior parte das pessoas que postaram aqui são pessoas jovens. Lembram quando a Igreja da Matriz perdeu o seu azul calcinha da fachada para a cor que lá está hoje? Muita gente odiou! Hoje ninguem consegue imaginar a Matriz sem aquela cor de burro quando foge.
Os argumentos do Adriano são ótimos, bem conceitualizados, mas não tiram a impressão inicial de que a praça tá bem feia. E eu não estou apenas dizendo pq ela está inacabada, mas pq a tentativa de dar um ar simétrico a uma coisa torta utilizando-se para isso de linhas retas ficou um pouco estranho... parece que ampliou a assimetria que era escondida pelas curvas dos canteiros.
Claro que a relação com o novo, o estranho, o outro é bem complexa no início. A nossa identificação com a praça antiga será o parametro para nossa primeira análise. Garanto que quem odiava a praça antiga verá essa nova com olhos um pouco melhores do que aqueles que gostavam.
Só espero que o conceito de praça apresentado pelo Adriano se concretize na medida em que esta é um local para a realização de eventos de participação popular. Para transformarmos essa praça em um local legítimo para a realização de sua função social, servir para o povo, devemos democratizar os meios de transporte, pois para uma família do bairro do Imperial composta por pai, mãe e seus filhos de 7 e 8 anos utilizarem-na durante um final de semana para tomar um sorvete eles deverão desembolsar a bagatela de R$18,00 só de passagem de ônibus!!! Isso é ferir o direito de ir e vir! E faz com que este pai prefira se enfiar em 60 parcelas em um carro velho que junto a carros novos e velhos poluem e transformam nossa cidade no caos que está hoje e faz com que tenhamos que discutir em outro tópico a rotatória da cidade!
Abraços
Resposta ao Paulo
Pô, legal discutir com pessoas inteligentes.... e o Paulo é sem dúvida uma dessas pessoas. Concordo com tudo que ele disse e reitero tudo que disse, pois na minha ótica, a praça principal ou mais antiga ou se quiserem a da matriz de uma cidade, deve ser uma praça, no sentido mais clássico e conceitual, ou seja, praça é um local bem amplo, bem aberto, a fim de propiciar encontros de toda ordem, especialmente os culturais e festivos ligados a cidade. Em linhas gerais, praça é praça e jardim público é outra coisa. Adoro jardins públicos que erroneamente, no sentido conceitual, são chamados de praça, como a da santa casa, por expemplo. Acho lugares agradáveis, onde a população pode passear, curti o verde das árvores e dos canteiros..... mas praça é outra coisa e bem parecida com o que está ficando após a reforma e insisto que a praça primeira, ou principal ou mais antiga deva ter ares de praça e não de jardim.... Não me entendam mal, pois adoro verde, aliás, considero-me mais ambientalista do que muitos pevistas de Atibaia... rssssssss. Contudo, a praça mais antiga de uma cidade, que é quase sempre a da matriz deve ser um local amplo que possibilite grandes reuniões, e nesse aspecto a reforma acertou. Claro, Paulo, que se poderia acregar a praça valores culturais como esculturas temporárias e outras até definitivas. Outra coisa que poderia ser feito, na minha opinião é a colocação de painéis com fotos e textos que falassem da história da cidade e da praça, que pode ser considerado um marco zero da cidade. Campinas tem esses painéis e são muitos interessantes, especialmente para quem gosta de história como eu e com certeza o Paulo, que é formado em história. Enfim, pode-se ainda ser agregado valores a praça, mas no geral ela me agrada muito pelas razões que já expus. Mas, repito, não sou dono da verdade, muito pelo contrário, só quero contribuir para discussão, mesmo sendo defensor de algo que aparentemente não é agrada a maioria....
Resposta a Isabella
Oi Isabella, respeito totalmente sua opinião e concordo que o verde diminuiu relativamente um pouco, digo relativamente porque antes haviam mais canteiros e algumas poucas árvores a mais, mas muito menos do que parece ser ... Hoje tem menos árvores sim, mas as retiradas não são tantas assim, e as palmeiras plantadas na lateral da igreja acho que superam as retiradas. Contudo, Isabela, o que eu insisto é que praça é praça e parque e ou jardim público é outra coisa. Numa praça, especialmente a principal ou da matriz, ou mais antiga de uma cidade o espaço deve ser livre para utilização do povo em eventos de toda ordem, devendo prevalecer ao verde, aos canteiros, etc.... Esse é o ponto chave da discussão. O Paulo tem razão quando fala do novo e de nossa aceitação ao novo. E tenho certeza que o novo e o diferente incomoda muito mais que qualquer outra coisa, afinal, se olharmos uma praça como uma praça, a reforma está muito boa pois traz ares de praça a praça. Árvores e canteiros que impedem a circulação são para jardins, parques e similares, praça é para gente, eventos, especialmente os culturais, religiosos, políticos, etc.... Vamos aguardar a reforma terminar, mas concordo que poderia-se agregar a praça obras de arte, talvez uma bela fonte numa de suas estremidades, mas mantendo-se sua amplitude e área livre para circulação e aglomeração de pessoas. Se eu fosse prefeito eu 'compraria' o imóvel 'colado' com a praça da frente, aquele que a parede lateral tem a pintura do antigo hotel e faria uma entrada através da pintura que poderia ser refeita, de modo que se entraria no imóvel pela porta pintada, que passaria a ser um porta de verdade e no imóvel eu faria uma área destinada a exposição permanente de artesanatos, um ponto de informação turística e o teto do imóvel eu faria um palco permanente de concreto para shows, onde nos eventos só se colocaria a cobertura do palco, o resto já estaria pronto, tudo isso no imóvel que estou falando, ou aumentaria a praça, mas prefiro a primeira opção. Enfim, vamos continuar
Resposta ao Paulo 2
Quanto a utilização social da praça, com certeza a administração deve promover eventos e autorizar o uso da praça de modo que ela sirva verdadeiramente aos fins social e cutural para o qual existe desde os primordios dos tempos..... Sendo ela um local amplo e bem localizado, como sempre deve ser uma praça central o seu uso depende bastante do povo organizado e de uma boa visão da administração pública que esperamos que incentive os eventos sociais e culturais e promova cada vez mais tanto outros eventos. Já com relação a democratização dos meios de transportes referido pelo Paulo, temos que em quase todos os municípios brasileiros o transporte público é gerido é controlado pelo poder público que concede a particulares a exploração comercial do transporte, mas sempre controlando e fiscalizando a prestação desse serviço. Sem, falsas demagogias, hoje são raríssimos os muncipios que exploram o serviço público, que como eu disse é concedido através de processo licitatório a um particular. Hoje democratizar de verdade os meios de transportes depende efetivamente muito mais da administração pública do que do concessionário do serviço, na medida que é o poder público que estabelece as normas de prestação do serviço, cabendo ao concessionário que vencer a licitação, cumprir as regras estabelecidas pelo poder público. O poder público deve exigir aumento de linhas e horários que democratizem a utilização desse meio e quanto ao preço desse serviço, isso depende de regras licitatórias estabelecidas pelo poder público de modo que o valor cobrado pelas passagens está definido através de uma planilha de custo definida em edital, etc. Não podemos aceitar argumentos demagógicos em contrário que apenas refletem questões políticas e pessoais na nossa cidade abusando da boa fé da gente mais simples. Sou inteiramente a favor da democratização dos meios de tranportes, afinal o transporte público, além de imprescindível para locomoção dos menos favorecidos e desprovidos de meios próprios de transporte é cada vez mais imprescindível ....
Resposta ao Paulo 3
(...) nas questões ecológicas e do uso racional dos meios de transportes, tendo em vista a grande quantidade de veículos particulares nas vias públicas e suas consequentes causas. Meu caro, Paulo, não defendo o concessionário público de transportes de nossa cidade porque ele é do meu partido e foi o nosso candidato a prefeito nas ultimas eleições, aliás, eu a princípio nem fui a favor de sua candidatura e até lancei-me pré candidato dentro do meu partido contra a sua candidatura e ao final em nome da unidade partidária e da minha falta de recursos, acabei retirando minha pré-candidatura em prol da dele, por acreditar que sua eleição era evidentemente mais viável eleitoralmente falando e que sua vitória traria benifícios a nossa gente. Mas a população de nossa querida cidade, fez outra legítima escolha e espero que essa escolha também traga benefícios para nossa gente. Afinal, nunca fiz a política do quanto pior melhor ou da oposição radical ao que quer que seja. Eu só acho que transporte público, sua qualidade, preço, etc, depende efetivamente do poder público, posto que é o regulamentador e fiscalizador desse serviço, o resto é demagogia e nao querer assumir o que é de responsabilidade dele. Enfim, o padrão do serviço prestado pelo concessionário, os horários, as linhas devem ser estabelecidos e fiscalizados pelo poder público, cabendo ao concessionário pagar pelo serviço tercerizado ao poder público e receber de quem utiliza dos serviços o valor também estabelecido pela administração pública através de uma planilha de custos definida em processo licitatório. Negar isso é brincar com a boa fé de nossa gente e devemos esclarecer isso e não entrarmos nessa demagogia barata. Você é um jovem inteligente, politizado e com futuro político promissor, tenho certeza disso, aliás admiro vc desde 2004 quando estivemos juntos na campanha eleitoral daquele ano, além do mais o gosto pela história me parece ser algo que temos um comum. Sem pretenção de ser o dono da verdade, vamos continuar o debate, com respeito e admiração.
Resposta ao "Driih"
Muito interessante a cronologia da praça feito pelo amigo que postou as duas mensagens anterior. Eu particularmente gosto muito de datas e acho a cronologia um meio bem eficiente e didático de se aprender históira. Gostei muito cara. Acho que vc foi muito feliz a abordar as características e mudanças da praça ao longo do tempo e sem dúvida a constatação que nada é eterno é uma das grandes verdades da vida e um de seus maiores encantos na minha opinião. Enfim, vc tem muita razão quando fala do ínicio da praça, sem ser claro fala de sua precariedade com muita razão, afinal, as cidades paulistas, exceto algumas, evidente, eram pobres e nem seus centros tinham suas ruas e praças calçadas. Ao que parece (não tenho certeza) o calçamento da primeira rua de Atibaia (que foi, a José Lucas, claro) se deu na segunda metada da década de 1930 (muito tardiamente) visto que com a morte do grande líder político, Major Alvim em 1936, resoulveu-se homenagea-lo com uma estatua de tamanho natural em frente a igreja da matriz, portanto, na praça Claudino Alves, de frente para rua José Lucas e a pueira era tanta que resolveram, por causa da estátua também calçar a primeira rua atibaiana e só no final da década de 1930 tivemos nossa primeira e mais antiga rua calçada. Nosso amigo foi muito feliz na abordagem que fez das reformas da praça; evidentemente houveram outras menores, mas acredito que as principais são as abordadas por ele sem dúvida. Acho que o visual conhecido antes da reforma em andamento consolidou a após a retirado dos "morrrinhos" horríveis feitos na década de 1970, não sei se na administração de Omar Zigaib (1971 a 1975) Cido Franco (1975 a 1979) ou de Takao Ono (1979 a 1982). O certo é que no início da década de 1980, os horríves morrinhos não existiam mais (vou perguntar ao ex-prefeito Gilberto, mas acho que ele foi o responsável pela ultima grande reforma ou seu antecessor, o já falecido Takao Ono). O certo é que Callegari fez talvez a ultima grande reforma, mas sem modificar o estilo da praça. De novo ele fez....
resposta ao "Driih" 2
.... Então, a reforma do Callegari (1993/1996) de mais importante resultou na pintura do antigo hotel municipal na pareda da casa da Lana Peçanha (minha parente), mas manteve as características da ultima grande reforma feita pelo Takao ou Gilberto. Quanto as árvores tiradas, nem foram tantas assim meu caro, tenha certeza. Acho que para uma praça central as árvores que restaram são em número suficiente, pois repito mais uma vez: praça é praça e parque ou jardim público é outra coisa. Os bancos hoje são em número muito maior que os de antes da reforma e com a vantagem de não estarem fixos no chão, o que considero uma ótima idéias, pois possibilita sua colecação a gosto do freguês da praça e possibilita também sua retirada momentânea, caso haja necessidade. Enfim, parabéns por sua cronologia da praça. Vou pesquisar melhor para precisar as reformas da praça, mas em linhas gerais vc foi muito feliz cara. Parabéns. Eu continuo convicto que a reforma foi muito positiva em vários aspectos e que no final a praça ficará linda e será um belo cartão postal de nossa cidade. AbraEsclarecimentos históricosobre as últimas reformas
Acabei de falar com o ex-prefeito Gilberto, meu amigo pessoal, e descobri o seguinte sobre as últimas reformas da praça: Os 'morrinhos', foram feitos na gestão de Omar Zigaib (1971/75). A última grande reforma foi feita por Cido Franco (1975/1979) quando derrubou-se o hotel municipal (crime, na minha opinião) construiu-se o coreto que foi retirado na última reforma (que para mim, não deixou saudade alguma) e retirado os morrinhos ... Nem Takao, nem Gilberto, nem Cido, no segundo mandato, mexeram na praça. Somente Callegari fez pequenas reformas, sem alterar suas características principais adquiridas na ultima grande reforma feita na primeira gestão de Cido Franco. Portanto, as duas ultimas grandes roformas da nossa praça da matriz ocorreram na gestão de Cido Franco (1975/79), quando o hotel foi derrubado, o coreto foi construído e os horrívesi 'morrinhos' foram tirados e no final final da segunda gestão do Beto Tricoli (no apagar das luzes de sua administração e que ainda segue sob sua batuta). Vou pesquisar mais sobre quem colocou a fonte citada pelo "Driih", mas tudo indica que deve ter sido, Omar Zigaib no início da década de 1970. Já dá para concluir que as grandes reformas foram: 1) na segunda metade da deçada de 1930 com o provável calçamento da praça e a colocação da estátua do major em substituição ao que deve ter sido o primeiro coreto da praça. A citada estátua deve ter sido removida da praça também na gestão de Omar Zigaib. 2) nas duas reformas da década de 1970 (de Omar e Cido) e 3) a atual, que considero positiva por tudo que já expus. Espero ter contribuído com os esclarecimentos históricos levantados pelo "Driih".... Continuemos outra hora.ços e vamos continuar o debate.

Minhas Eleições - Parte 5 (vídeos no início e no fim e o texto no meio)





Muito provavelmente as eleições para Presidente da República depois de 29 anos (a última ocorreu em 1960 com a eleição de Jânio Quadros que renunciou em 25 de agosto de 1961) foi uma das eleições que mais me envolvi e curti participar.
Era ainda muito jovem, um adolescente, mas já curtia muito política. Meu pai, vereador no seu segundo mandato pelo PMDB apoiou, o grande político, Ulysses Guimarães com Valdir Pires, ex-governador da Bahia como vice, mas eu, mesmo muito próximo do PMDB e mesmo sem haver o PSDB em Atibaia, apoiei um dos maiores políticos brasileiros do século passado na minha ótica, o então senador por São Paulo, Mário Covas Júnior, nascendo aí uma grande admiração por sua vida política.
Lembro-me de ver uma casa na avenida Horácio Neto com uma propaganda de Mário Covas, bati e saiu um senhor muito polilizado de nome Joaquim Lessa e disse que gostaria de ajudar na campanha do Covas em Atibaia. Conversei com amigos que também simpatizavam com Covas como Alexandre Milanello, Marco Antônio, Nelsinho e outros e todos toparam fazer a campanha dele em Atibaia e assim sozinhos num pequeno grupo sob a subervisão do Lessa fizemos a campanha de Covas em Atibaia....
Colamos faixas nos muros, distribuimos "santinhos" e adesivos em semáforos, enfim participamos ativamente na campanha de Covas. Foram 22 candidatos a presidente e tentarei lembrar os mais importantes pela ordem de votação: Fernando Collor de Melo pelo PRN, Luis Inácio Lula da Silva pelo PT, Leonel de Moura Brizola pelo PDT, já falecido, Mário Covas Júnior pelo recem criado PSDB, dissidência do PMDB, já falecido, Paulo Salim Maluf, aquele que disputou as eleições indiretas contra Tancredo pelo PDS, Guilherme Afif Domingues pelo PL, hoje PR, recem eleito vice-governador em São Paulo, Ulysses Guimarães, o homem das diretas e presidente da constituinte pelo PMDB (candidato do meu pai) falecido em 1992 num acidente aéreo, Roberto Freire, grande político de esquerda de Pernambuco pelo PCB, hoje PPS, recem eleito deputado federal por São Paulo, Aurelinao Chaves, ex-governador de Minas e vice-presidente do último presidente do período militar (João Batista Figueiredo) pelo PFL, hoje DEM, já falecido, Ronaldo Caiado pelo PSD, Afonso Camargo pelo PTB, já falecido, Eneas Ferreira Carneiro pelo PRONA, já falecido, deputado federal mais bem votado da história do País em 2002 com mais de 1,5 milhão de votos e Fernando Gabeira, o homem da sunga de croche pelo PV, esses foram os mais importantes. Para mim minha ordem de preferência de votação era Covas, Roberto Freiro, Ulysses, Brizola e Lula na ordem.
Findo o primeiro turno, restaram Collor, o caçador de marajás das Alagoas e Lula, o sindicalista e líder máximo do PT. Não tive dúvidas, escolhi Lula e fiz campanha para ele, acompanhado, entre outros amigos, pela Vivian Aurora de Moraes, cujo comitê próximo ao museu João Batista Conti, passamos horas e horas discutindo política. Acho que vem daí a minha amizade por muitos membros do PT de Atibaia.... No fim deu Collor que após sofre processo de impeachment renunciou ao mandato aos 29 de dezembro de 1992, cumprindo quase três anos de mandado e sendo substituido pelo vice-presidente o mineiro Itamar Franco que concluiu o mandato do primeiro presidente eleito do Brasil desde Jânio Quadros e fez seu sucessor o então ministro das relações exteriores e depois da fazenda, o carioca, sociólogo, professor e senador por São Paulo Fernando Henrique Cardoso pelo PSDB que reelegeu-se em 1998 e governou o País até 2002 quando foi substituído pelo atual presidente Lula.





Em Construção

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um pouco mais de música para sonorizar o blog

Raramente posto coisas não escritas por mim, mas hj me deu vontade de postar Pablo Neruda, então aí vai uma linda poesia

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida ...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...
(Pablo Neruda)

Tarde especial, inesquecível domingo

Tudo começava com um puta DR entre amigos dentro do carro. Briga feia mesmo... Pensei, perdi a tarde. Ao entrarmos na casa, como numa mágica, a música, as pessoas, a inteligência que sem exceção era parte de todos os presentes mudou tudo. O clima mudou, o calor foi-se e o frio fez-se presente derrepente. Meus velhos amigos reunidos, novo amigo surgido, rimos, cantamos, conversamos sobre tempos que não vivi, mas queria ter vivido. Adorei a bela tarde de domingo dia 10.10.10. Especial, para sempre será lembrada. Antes do fim, todos em silêncio reverencial ouvimos dona Bibi ao piano tocando suas canções de amor... Pensei quantos têm este privilégio, quantos um dia, na vida, poderam passar um domingo assim?! Enfim, o dia acabava cheio de lembranças eternas...

Amo muito todos vocês...

Um pouco de música neste blog chato, rsss

Caminhar

Caminho passo a passo rumo ao futuro, não previsto antes, não desejado até. Caminho com passos firmes, decididos, queridos rumo ao amanhã...
As vezes páro, querendo ou não páro. Uma poça d'água, uma pedra, uma bifurcação, um e.mail uma ligação... Ai páro, respiro, busco ar, busco força, amigos e sigo... Difícil caminhar para o novo, difícil caminhar as vezes querendo ficar dentro da poça vendo meu rosto refletir-se nela; difícil caminhar quando o que se quer é sentar na pedra e chorar; difícil é tomar uma cerveja no meio da bifurcação sem saber para qual via se quer seguir; difícil andar quando se envia ou se recebe um e.mail, uma ligação ...
Caminhar definitivamente não é fácil, é preciso, necessário por vezes, mas quando damos os primeiros e mais difíceis passos e olhamos o pouco que deixamos para trás, vem a certeza que caminhar não é só preciso, mas é o sentido maior da vida. Caminha quem vive, pois a vida exige mudanças, andanças... Anda quem não desistiu, não se entregou, não amou. Depois que se ama, caminhar é o único caminho, o caminho do amor....



Um das músicas mais lindas que eu conheço....

Um pouco de humor, rsss Danilo Gentilli falando do PT

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Minhas Eleições - Parte 4

Era 1988 e depois de uma mandato tampão de seis anos era chegada a hora de escolher novo prefeito e nova câmara. Não foi uma eleição empolgante para mim, mas, claro participei ativamente e lembro-me de algumas poucas coisas. A convenção do PMDB foi que mais me marcou. Uma disputa acirrada e quente fez daquela convenção do PMDB a mais tensa, talvez. De um lado Ruy Paschoal, pai do meu amigo Ruyzinho com Ricardo Alfonsi de vice e de outro Rogério Ribeiro da Silva e Cassemiro Silveira, vice, disputavam a indicação do partido para prefeito e vice. Rogério por pouco ganhou e tornou-se o candidato. Se a memória não me trai foram muitos candidatos a prefeito: o eleito José Aparecido Ferreira Franco, ou só, Cido Franco, com Takao Ono de vice, ambos já falecidos, pelo PDS, Naciso Morales, pelo então PL, hoje PR, Maurício Petrucci, já falecido, Carmine Biagio Tundise, também já falecido, acho que Isis Alaby pelo PT e Rogério Ribeiro da Silva pelo PMDB. A nova câmara ficou assim: Marcos Vinicius Silveira, o famoso Testinha, meu amigo, Domingos Gerage e meu pai pelo PMDB; Pedro Yoshihiro Tominaga, José Augusto Roberto, Eurípedes Edson Ferreira da Silva, meu amigo, e Kazuaki Araki pelo PDS, hoje PP; Osvaldo Mendes Sobrinho pelo PTB; Vanderlei Sebastião Rocha, tio do meu cunhado Leonardo, Francisco Antônio Rodrigues Almendra e José Felício pelo PL, hoje PR; Pedro Maturana, Nerino Soldeira, Francisco das Chagas José Berto Freire e Ercília Rossini Pugliesi pelo PFL, hoje DEM e Antônio Godoy Maruca e Irineu Silveira pelo PDC. O primeiro presidente da Câmara eleito para um mandato de dois anos foi, meu amigo pessoal, Eurípedes Edson que também presidiu a constituinte municipal, já meu pai foi relator da comissão de sistematização da constituinte e elaborador do texto final da Lei Orgâncica do Município, bem como também foi o segundo presidente da Câmara eleito para o mandato de dois anos 1991/92. Em junho de de 1990 sob forte influência minha meu pai deixa o PMDB e filiar-se ao PSDB, partido pelo qual eleugeu-se presidente da Câmara, mesmo sendo único vereador da legenda, partido esse que permanecemos até fevereiro de 1992 quando regressamos ao velho PMDB de guerra.